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Excelente. Sem dúvidas, não há adjetivo mais adequado
a este brilhante álbum. Apesar de branca, Jamie Wood
tem um dos vocais mais marcantes que já ouvi. Flyin’ High
é um trabalho muito bem feito, fiel, do começo ao fim, às
raízes do blues. Acompanhada pela gaita do brasileiro Johnny
Rover, a cantora e compositora da Califórnia promove em seu
disco de estréia uma verdadeira festa de estilos, indo do
blues ao rock, sem se esquecer das fortes influências do jazz
e até mesmo de discretos elementos do country.
Abrindo o álbum, a faixa-título dá sinais do que vem pela
frente: muito balanço e um ritmo marcado por batidas rock
n’ roll anos 50. Destaque para o baixo de Tyler Pedersen e
pelas guitarras de Nathan James e Robby Eason.
Em Early in the Mornin’, a primeira grande aparição de Johnny
Rover. Um blues autêntico, sem a mínima imperfeição. Na seqüência,
Aeroplane Blues substitui o clima relax da faixa anterior
por uma retomada do gênero mais dançante.
A instrumental Jumpin’ With J.R., mais uma vez, remete o ouvinte
às décadas de ouro do rock n’ roll. A diferença está na presença
marcante de cada um dos instrumentistas da banda. Agitada
e de balanço extremamente agradável.
Minha favorita, In the Mood for Love, é a essência do blues
norte-americano dos grandes nomes do estilo. Simplesmente
sensacional. Destaque para as notas sopradas pela gaita de
Rover, que embalam a faixa do princípio ao fim.
As Long As I’m Movin’, marcada por um backing vocal feminino
ao melhor estilo igreja protestante norte-americana, é tão
animada quanto o som das divas religiosas do blues. Na seqüência,
When the Blues Come Around arrebata pelo piano de Tom Mahon.
Um blues de estilo e respeito. Em That’s My Baby, mais uma
grande performance de Johnny Rover e sua gaita. Do tipo de
faixa que se põe no repeat só pelo prazer de ouvi-la inúmeras
vezes.
Uma marcante influência de jazz aparece em They Raided The
Joint, de Louis Jordan. A sincronia entre o vocal harmonioso
de Jamie Wood e sua banda transporta o ouvinte aos grandes
salões de baile de cinco décadas atrás. A curta Blame It On
Murphy nada mais é do que nova exibição instrumental de Rover.
E assim como a faixa antecessora, tem presença marcante da
batida tradicional do jazz.
Learnin’ How To Cheat On You poderia fechar o álbum. Sua perfeição
melódica a transforma em um daqueles blues picantes, de alto
teor sensual. Simplesmente fantástico!
Flyin’ High termina com Mojo Boogie. De longe, evidencia a
batida clássica do mestre John Lee Hooker, mais moderna e
remodelada.
Para deleite dos amantes da boa música, Jamie Wood & The
Roadhouse Rockets torna-se nome obrigatório na prateleira
dos melhores do blues.
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